O prefeito Eduardo Braide sancionou, nesta sexta-feira (9), a Lei da Política Municipal de Arborização Urbana de São Luís, em solenidade realizada no Parque do Bom Menino. O ato é um marco histórico para a capital maranhense e consolida a entrada de São Luís em um seleto grupo de capitais brasileiras que possuem uma política pública estruturada e permanente voltada à arborização urbana e ao enfrentamento das mudanças climáticas.

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Durante o evento, o prefeito destacou a relevância da nova legislação para o presente e o futuro da cidade. “Como prefeito de São Luís, já sancionei muitas leis, mas considero, sem sombra de dúvida, que esta é talvez a mais importante que eu tenha sancionado. A partir de hoje, São Luís passa a fazer parte de um grupo pequeno de capitais que têm seu plano municipal de arborização”, afirmou.
A política é resultado de um amplo esforço coletivo da Prefeitura de São Luís, sob a coordenação direta do Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur), envolvendo pelo menos cinco entes municipais e contando com parceria técnica da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). Por meio de convênio com a universidade, foi estruturada uma rede de pesquisas que culminou na elaboração de um robusto Plano Municipal de Arborização Urbana, composto por diagnóstico detalhado, base de dados qualificada, estudos de prognóstico e cenarização, além da minuta da lei municipal, agora sancionada.
Segundo o prefeito, o principal objetivo da legislação é assegurar que a responsabilidade com o verde urbano seja contínua e institucionalizada. Com diretrizes obrigatórias para as atuais e futuras gestões municipais. “Essa lei estabelece um compromisso de longo prazo com as árvores, com o verde e com a qualidade de vida da população”, reforçou Braide.

Entre os eixos centrais da nova política está a meta de plantio de três milhões de árvores ao longo dos próximos 10 anos. De acordo com o prefeito, a iniciativa poderá reduzir em até três graus Celsius a temperatura média da cidade, combatendo diretamente as ilhas de calor. As ações práticas já começaram e incluem intervenções estratégicas em áreas identificadas por estudos técnicos como mais críticas do ponto de vista térmico.
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