Em1970, São Luís, que ainda respirava ares provincianos, tinha 265.486 habitantes de acordo com censo demográfico da época. Esses moradores ocupavam, principalmente a região central da cidade e bairros tradicionais como Madre Deus, Vila Passos, Monte Castelo, Camboa, Cavaco, Apeadouro, Bom Milagre, João Paulo, Caratatiua, Jordoa, Filipinho, Alemanha, Sacavém, Outeiro da Cruz, Cutim, Anil, Tirirical e Turu.

Praça João Lisboa vista de cima. Ao fundo o rio Bacanga ainda sem a barragem (Foto: Reprodução Internet-domínio público)
Outros tantos, habitavam a zona rural e comunidades como Vinhais Velho, São Francisco, Vila Maranhão, Itaqui, Maracanã, Estiva, Aurora e Forquilha. Era uma São Luís bem diferente da agitação de hoje, até que duas grandes obras de infraestrutura impulsionaram a expansão urbana da capital maranhense.
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Naquela bela época, a Ponte do São Francisco e a Barragem do Bacanga foram entregues pelo então governador do Estado, José Sarney. Na foto acima, é possível observar o rio Bacanga, ainda sem o acesso rodoviário do Centro para a chamada área Itaqui-Bacanga.
Desde então, São Luís do Maranhão vem passando por uma constante expansão imobiliária, que também começou com a construção de casas populares (Cohab-Anil 1, 2, 3 e 4), Cohama, Coheb, Maranhão Novo, Ipase, Bequimão, Vinhais, Habitacional Turu e Angelim. Outros tantos conjuntos de casas e apartamentos foram construídos e entregues através de cooperativas habitacionais formadas por classes trabalhadoras.
Nesse contexto de novas moradias, destaque para Cohapam, Cohatrac, Cohafuma, Cohajap, Cohaserma, e outros tantos “cohas”, que se espalharam pela cidade. E nesse processo evolutivo, mais pessoas foram visitando, chegando e ficando para trabalhar ou estudar. E assim, todos contribuindo com o povoamento da cidade capital.
Vale lembrar que até o início da década de 1970, a capital maranhense tinha única e exclusivamente, quatro prédios de oito a dez pavimentos. O edifício João Goulart, o Banco do Estado do Maranhão e os residenciais Caiçara e São Marcos. Anos depois foi erguido o prédio-sede da Receita Federal, todos na região central ludovicense.
Somente no início da década de 1990, após a aprovação de um novo Plano Diretor, é que São Luís do Maranhão iniciou o chamado “crescimento vertical” com o erguimento de torres residenciais e comerciais. Hoje, são centenas de prédios com esses patamares ocupados por milhares de moradores. A cada dia, colunas de concreto são assentadas desde a Península da Ponta d’Areia, na área nobre, até ao popular bairro do Turu.
E assim, a ilustre São Luís do Maranhão, neste 8 de setembro, Dia de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da cidade, completa 413 anos com seus mais de 1 milhão e cem mil habitantes…
Dá até pra cantarolar “Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar: Ó minha cidade, deixa-me viver/ Que eu quero aprender sua poesia“.
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