Promovida pela Associação dos Criadores do Estado do Maranhão (ACEM), com apoio do Governo do Maranhão, através da Emap (Empresa Maranhense de Administração Portuária), a 61ª Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema 2019) é puro fracasso de público. Iniciada no último dia 20 com término programado para este domingo (27), no Parque Independência, em São Luís, este evento agropecuário que já foi o mais importante do setor no Estado, se transformou num verdadeiro fiasco.

Expoema 2019: fracasso de público com notável decadência (Foto Reprodução)
Em pensar que durante as décadas de 1970, 1980 e meados de 1990 a Expoema movimentava o hoje chamado ‘agronegócio’, com expositores de vários pontos do país. Na rica programação do evento, leilões, grandes negociações, espaço para o pequeno e médio produtor, rodeios, além de shows culturais. Em seu tempo áureo, esta exposição agropecuária era servida de linhas exclusivas de ônibus para atender a demanda de público que se dirigia diariamente ao Parque Independência, cujo ingresso era franqueado.
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Paralelamente, cervejarias participavam com cotas de patrocínio e assim, uma verdadeira ‘praça de alimentação’ ao ar livre era erguida no local, com restaurantes, churrascarias, bares, barracas e lanchonetes. Havia um setor chamado de ‘Alameda dos Estados’ em que os grandes pecuaristas, fazendeiros, empresários e boa parte do público se reuniam para a boa conversa, apreciar bebidas de sua preferência e saborear comidas típicas e o tradicional churrasco.
Um gigantesco parque de diversões, ‘touros mecânicos’ e outras atrações faziam a festa da criançada. Postos bancários e revendedoras de máquinas e implementos agrícolas disputavam espaço na feira. O Estado por sua vez, participava ativamente através de órgãos ligados ao setor como Sagrima, Codagro, Emater e Cimec, os três últimos extintos no governo Roseana Sarney.

Tempos áureos da Expoema: peça de museu (Reprodução)
A verdade é que o Maranhão, mesmo tendo como principal fonte da sua economia a agricultura e a pecuária, sua capital São Luís, nunca foi forte neste setor, só que antes, principalmente nos governos Nunes Freire, João Castelo, Luiz Rocha e Edison Lobão, o Estado valorizava mais o produtor rural e fomentava o agronegócio em todas as proporções. Naquela época, a Expoema era de fato a vitrine do setor agropecuário maranhense e uma dos mais importantes feiras do Norte e Nordeste do Brasil. Expositores em níveis estadual e nacional eram incentivados e faziam questão de participar da festa, pois sabiam que dela, tinham a certeza de colher bons e fartos frutos.
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Esse é o Resultado das colheitas pela falta de investimento do Governo comunista em não atrair motivar e incentivar novos negócios para o Maranhão