Natural de São Luís do Maranhão, o médico veterinário, professor, ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e atual deputado federal pelo PSDB, Waldir Maranhão Cardoso, à beira dos seus 63 anos de idade, como um bom “maranhense da gema” que é, pode sim, sem forjar humildade, saborear um suculento mocotó ou uma galinha caipira em qualquer barraca ou ‘banca’ numa feira, mercado e até mesmo numa rodoviária, em qualquer ponto da capital ou de cidade do interior do Estado.
Esta semana viralizou nas redes sociais, uma foto em que aparece Waldir Maranhão acompanhado do senador Roberto Rocha e do deputado estadual Wellington do Curso, almoçando uma galinha guisada (ou coisa parecida) em um desses “come em pé” ou “mata mosca”, muito comuns em terras maranhenses.
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Os contrários ao trio parlamentar que foi fotografado “bandecando” a iguaria, tentaram transmitir ao público que a cena não passou de “um gesto oportunista”, visto que os três, jamais fariam tal atitude, não fosse a campanha eleitoral que se aproxima. Tentaram, sem conseguir êxito, deturpar, que Waldir Maranhão, Roberto Rocha e Wellington do Curso, foram nascidos em berço de ouro e que assim, não largam o conforto de suas mansões, cuja riqueza gastronômica em suas cozinhas e dispensas é indispensável para suas coloridas e salutares refeições diárias.
Ora, quero dizer que como um bom ludovicense que sou, rotineiramente faço minhas simples refeições em pontos populares como o Mercado Central e Feira da Praia Grande. Claro que não posso ser comparado ao trio parlamentar por questões lógicas que dispensam comentários. Agora, quero dizer que em algumas dessas minhas paradas gastronômicas na Casa das Tulhas (Praia Grande), já encontrei o deputado Waldir Maranhão fazendo do mesmo expediente. Portanto, não me surpreendeu vê-lo comendo banana com farinha e carne guisada, “desentalando” a comida da goela com “água torneiral” acondicionada em garrafa Pet 2litros.
Por outro lado, essa mesma “tropa de elite” que criticou e tentou transformar o almoço de Waldir Maranhão, Roberto Rocha e Wellington do Curso em “cena teatral” através de postagens em blogs, sites e outros aplicativos das redes sociais, é a mesma que, em ocasiões anteriores, recentes ou nem tanto, andaram postando fotos de certo “chefe engravatado”, saboreando sorvete de coco na Praia Grande; dando pedaladas numa bicicleta em ruas da Cidade Operária; fazendo gol de pênalti em inauguração de quadra poliesportiva e até “atravessando samba” com batucada em tambor de grupo carnavalesco da Ilha.
Tudo em prol de uma popularidade que está distante de ser real. Tudo em benefício de “puxadas de saco” que servem para massagear o ego do “chefe-mor”, assim como garantir as benesses para os responsáveis pela propagação destas cenas, até certo ponto hilariantes.
Popularidade é vocação de poucos e às vezes, mesmo se tendo poder, pode-se até conseguir tal rótulo, mas a embalagem não consegue acondicionar o produto final. Portanto, não se espantem quando outros postulantes a cargos eletivos começarem a frequentar ambientes populares, como o Abrigo da Praça João Lisboa, no Centro de São Luís, para tentarem provar que são gente do povo. Aí meu amigo, só a opinião pública é quem vai provar, comprovar e aprovar!

Waldir Maranhão: acostumado com refeições simples em logradouros públicos
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