Há exatos 35 anos, estreava no jornalismo de São Luís do Maranhão, Maria José Gomes Arruda, até então, mais uma profissional para integrar a tradicional família dos Diários Associados (O Imparcial). Dona de um texto irretocável, logo, logo o nome Zezé Arruda, como é tratada carinhosamente, tornou-se referência na comunicação impressa local, tendo o Diários Associados como sua primeira e única casa de labor até o dia de hoje.

Zezé Arruda, mulher, hoje quem é notícia é você (Foto: arquivo pessoal)
Acessível, alegre, cheia de empatia e disposição, Zezé Arruda não demorou para conquistar seu espaço e o manteve ao longo dos anos com muita maestria e determinação. “Cheguei na redação, me encontrei por inteira naquele local ocupado por excelentes profissionais. Um ambiente de trabalho aconchegante, cheio de alegria, simplicidade, união e alto astral, e sempre dosados de uma boa conversa. Era uma verdadeira família (continua sendo até hoje) e nisso eu fui ficando, ficando e fiquei“, conta cheia de encantos a renomada jornalista.
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A princípio, Zezé Arruda assinou a coluna ‘Pique Local‘, idealizada por Pedro Freire, diretor-geral de O Imparcial. O referido espaço ocupou as páginas do quase secular matutino por seis anos, sempre abordando assuntos e fatos ligados à jornalistas, radialistas e veículos de comunicação locais. Depois, a bem-lida coluna passou a ser chamada de ‘Ligado em Você‘, também abordando o mundo da imprensa, por mais de meia década.
Diante de tanto “ibope” por conta das notícias transmitidas com exclusividade e com riquezas de detalhe ao público leitor, Zezé Arruda, durante uma dessas reuniões de pauta, comuns em redações da época, sugeriu que nas edições de domingo, fosse criado um espaço suplementar com moldes similares, porém mais pessoal ao ator referenciado na coluna. ‘Arquivo Confidencial‘ foi o nome concebido pela escriba e aprovado de forma unânime pela redação. A coluna dominical convocava determinado membro da imprensa que narrava seu perfil pessoal e profissional. Perguntas como data de aniversário, clube de futebol que torce, prato predileto e hobby eram respondidos e editados sem entrelinhas para em seguida, serem comentados entre leitores, colegas de profissão, amigos e simpatizantes.
O compromisso de Zezé Arruda de bem informar a sociedade maranhense lhe rendeu muito trabalho, porém muito reconhecimento à epoca. A jornalista sempre esteve nos palcos e pódios da vida, pois também enveredou pelas trilhas da cultura popular maranhense. Tanto é assim, que prêmios recebidos da Rádio Educadora AM, Rádio Universidade FM e Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos (Aclem), até hoje decoram estantes, prateleiras e paredes de sua casa.
Vale destacar que Zezé Arruda também assinou a mesma coluna no jornal Aqui Maranhão, um fenômeno na imprensa local, que chegou a vender 60 mil exemplares em um único dia. No ‘Aqui‘, Zezé Arruda também foi responsável por diversas espaços opinativo e informativo voltados para assuntos infantis, empresariais e variedades, além de dosar, de forma dinâmica, matérias de teor nacional e internacional, assim como notícias da esfera política oriundas do Poder Executivo estadual do Maranhão e municipal de São Luís.
Parafraseando com o nome do jornal que lhe abriu as portas para o mundo mágico da comunicação impressa, Zezé Arruda resume sua trajetória profissional com a seguinte frase: “No jornalismo, é preciso que se escreva com dedicação e compromisso com a verdade, sempre com fundamento e imparcialidade em respeito ao leitor“.

“Dona Zezé”, como o jornalista Leandro Miranda a trata, ainda tem história pra contar (Foto: arquivo pessoal)
Não por acaso, o Blog Hora Extra escolheu esta sexta-feira, 8 de março para iniciar esse necessário resgate da história profissional de uma mulher de escrita, que fez e continua fazendo a informação acontecer e chegar ao seu destino. Zezé Arruda é uma mulher de fibra, uma mulher que merece ser escrita…
…Tanto é assim, que mesmo se fosse usada a ordem alfabética para iniciar essa referência aqui no site, ela seria a primeira, pois seu sobrenome é iniciado por A de Arruda. Fazendo o caminho inverso, iniciando a referência pela letra Z, também Zezé é a primeira. Uma mulher simples, de coragem e abastecida de simpatia de A a Zezé!
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