A ausência de racionalidade da maioria dos dirigentes de clubes de futebol de São Luís tem transformado o Campeonato Maranhense de Futebol 2024 extremamente deficitário, no quesito presença de público, nos jogos realizados na capital. Isso porque as diretorias de Maranhão Atlético Clube e de Sampaio Corrêa Futebol Clube têm insistido em mandar seus jogos no deslocado Estádio Castelão, à exceção do Moto Club de São Luís.

Vista aérea do Nhozinho Santos (Foto: redes sociais)
O pré-juízo imposto pelos cartolas em relação a jogar como mandantes no Estádio Municipal Nhozinho Santos tem causado significativos prejuízos financeiros para MAC e Sampaio. Esses “cabeças-duras” não levam em consideração que além de aconchegante, o Gigante da Vila Passos é centralizado, várias linhas de ônibus circulam em seu entorno e sua vizinhança é formada por diversos bairros populares da cidade, onde muito se fala e se prestigia futebol.
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Na quinta rodada do Maranhense, no clássico Samará (MAC 3×0 Sampaio), a diretoria quadricolor mandou o jogo no Castelão. Na tarde deste sábado, (3) foi a vez dos cartolas do Tricolor determinarem que o Superclássico (Sampaio 2×0 Moto Club) fosse para o frio estádio do Outeiro da Cruz. Nos dois clássicos, o público presente ficou muito abaixo da expectativa. Bem diferente do número de torcedores que se fez presente no Estádio Frei Epifânio, na partida entre Imperatriz 0x1 Maranhão, no início da sexta rodada.
Vale lembrar que o Nhozinho Santos ainda tem a seu favor a pouca distância dos circuitos carnavalescos da Beira-Mar e Cidade do Carnaval, no Desterro. Soma-se ainda a folia de rua da Madre Deus.
Esses dirigentes precisam entender que futebol e carnaval são dois eventos populares e a união dessas duas paixões pode fazer toda a diferença.
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