Em meio à segunda maior seca na Amazônia em 13 anos, pesquisadores e ribeirinhos da região de Tefé, no interior do Amazonas, registraram a morte de pelo menos 110 botos de diferentes espécies ameaçadas de extinção.

Urubus devorando botos mortos (Foto/Reprodução)
A contagem foi feita por pesquisadores do Instituto Mamirauá, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Informações (MCTI). Eles avaliam que a seca intensa na região pode ter desencadeado as mortes dos animais.
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Diante à mortandade, organizações não-governamentais e agências do governo federal avaliam a realização de uma operação de ajuda para remover animais das áreas mais secas e tentar evitar novas mortes.
As mortes dos botos foram registradas no Lago de Tefé, que se forma em frente ao município de mesmo nome, a pouco mais de oito quilômetros da confluência com o rio Solimões.
As carcaças, segundo pesquisadores, começaram a ser avistadas pelos ribeirinhos a partir do sábado (23/09). Em apenas um dia, pelo menos 70 animais mortos teriam sido avistados.
Tefé fica a 521 quilômetros de distância de Manaus, capital do Amazonas. O estado, por sua vez, é um dos mais afetados pela estiagem deste ano. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), esta é a segunda maior seca na região desde 2010.
No Amazonas, já são 15 municípios em situação de emergência em razão da seca severa. Segundo levantamento realizado pela Defesa Civil do Estado, as cidades mais atingidas pela baixa das águas estão nas calhas dos rios Juruá e Solimões, nas regiões do Alto e Médio Solimões, exatamente a região onde as mortes dos botos foram registradas.
Outros 40 municípios estão em estado de alerta e cinco em atenção.
As informações são do site da BBC.
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