O senador Weverton Rocha (PDT-MA) enviou um ofício para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) em que solicita a inclusão das pessoas com transtorno do espectro autista como opção de deficiência no Cadastro Único (CadÚnico). O objetivo é garantir que os autistas sejam considerados pessoas com deficiência para ter direito aos benefícios sociais oferecidos pelo governo.

Senador Weverton Rocha (PDT-MA)
“Precisamos garantir os direitos mínimos para todos esses cidadãos. Por não ser considerado uma pessoa com deficiência, o autista não consegue acesso a programas importantes e serviços essenciais no sistema público. Temos que mudar isso”, afirmou o parlamentar.
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O transtorno do espectro autista caracteriza-se por dificuldades, em maior ou menor grau, na comunicação, e na interação social, além de hipersensibilidade a estímulos sensoriais como sons, por exemplo. No Brasil, não há um dado oficial que aponte o número de pessoas no espectro autista.
As estimativas são feitas por organizações ligadas ao tema com base nos números do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Lá, os dados divulgados em 2020 apontam que uma em cada 54 pessoas é diagnosticada com espectro autista. A incidência é maior no sexo masculino.
“Nosso grande desafio é garantir que os autistas tenham acesso aos programas sociais do governo. Isso é emergencial. Vamos trabalhar por essa inclusão”, ressaltou o senador.
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