FÁBRICAS DO PASSADO – Eixo João Paulo/Outeiro da Cruz: primeiro “distrito industrial” de São Luís

É equivocado dizer que o Maranhão tem vocação natural para o setor industrial, apesar de que, num recente passado, sua capital São Luís, foi o endereço de diversas fábricas de tecelagem e fiação, e algumas outras unidades fabris responsáveis pelo refino e produção de óleo de coco babaçu. Seguiam essa mesma performance industrial, alguns municipios do interior maranhense como Caxias, Codó, Padreiras e Pindaré-Mirim.

Antiga Indústria Gandra em operação no final da década de 1970 (Foto/via Fabrício/WhatsApp)

No entanto, não somente de produção têxtil e de óleo comestível, o setor industrial do Maranhão viveu e ajudou a sustentar vidas com a geração de emprego e renda. Algumas outras fábricas de pequeno porte se instalaram em São Luís e, de certa forma, impulsionaram a economia local ao longo de vários anos.

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Casa dos parafusos

No setor alimentício, por exemplo, a Indústria Minerva, localizada na região do Mercado Central, por décadas, ofertou vários postos de trabalho com sua produção de massas de arroz, macaxeira, milho etc. A Fábrica Araguari, por sua vez, instalada na região do Olho D’Água, também aqueceu o mercado local com seus biscoitos e os mais variados formatos de macarrão.

Porém, as chaminés das pequenas indústrias expeliram fumaça de suas caldeiras e fornos com maior intensidade na região de São Luís, onde estão encravados os bairros do João Paulo, Caratatiua, Vila Ivar Saldanha, Jordoa, Filipinho e Outeiro da Cruz. As principais atividades dessas fábricas eram a produção e venda de materiais de limpeza, roupas e fardamentos, e alimentos e bebidas, com centenas de operários trabalhando diuturnamente.

Basta lembrar das Indústrias Gandra (Sabão Girafa), Indústria de Torrefação e Moagem Café Caravelas, Merck, Indústrias Reunidas Venizelo S/A (Ivesa), Fábrica de Fios Tupy, Sudenveste, Indústria Jesus S/A (depois Indústria de Bebidas Antarctica), Companhia Maranhense de Refrigerantes, Indústria Biriba (Idibra), Forgesso e Indústria Dalban (móveis, colchões e vassoura Taki). Todas situadas entre o João Paulo e Outeiro da Cruz, Zona Urbana da capital maranhense. Algumas encerraram suas atividades outras migraram para o desengonçado Distrito Industrial de São Luís.

DIA DA INDÚSTRIA – 25 de maio é comemorado o Dia da Indústria, uma data que remete muita gente a questionar “por quê” o Maranhão, dono de terras férteis, clima agradável, rios perenes, segunda maior costa litorânea do Brasil, amplo e moderno complexo portuário e povo trabalhador, ainda não deslanchou para uma evolução (ou revolução) industrial.

Com a palavra, a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), a Secretaria de Estado da Indústria e Comércio, o suplente de deputado e ex-secretário Simplício Araújo e quem mais saiba e queira responder.

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MarcPeças Axixá

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