O engenheiro agrônomo é o latino americano com mobilidade reduzida mais viajado do mundo. Ele já visitou 151 países, em todos os continentes
São Luís, 8 maio de 2023 – São milhares de quilômetros e 151 destinos internacionais. Essa é a estatística formada pelos carimbos no passaporte do maranhense Luiz Thadeu Nunes e Silva, 64 anos, que se tornou o latino americano mais viajado do mundo com mobilidade reduzida. Para celebrar o Dia Nacional do Turismo, comemorado no dia 8 de maio, Thadeu revela dicas para estar sempre viajando e planejando o próximo destino.
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Gostar de viajar! Essa é a dica primária repassada por Thadeu, que quase sempre inicia suas jornadas por diferentes cantos do planeta, a partir do Aeroporto Internacional de São Luís (SLZ). “Se você gosta de viajar, terá interesse em conhecer culturas, pessoas e culinárias. Tudo é novo para quem sai de casa. O mundo trata bem quem gosta do mundo”, declarou Thadeu.
Quando Luiz Thadeu embarca, em geral, passagens e hotéis já estão quitados. Ele disse que até usa parcelamentos, mas foge dos juros. Na volta de uma viagem, sempre guarda algum dinheiro, nem que seja simbólico, para a próxima viagem.
Outra dica repassada por Luiz Thadeu é planejar todos os roteiros pela internet e estar sempre de olho em promoções e plataformas de uso de milhas ou de passagens aéreas. Pesquisar todos os dias e buscar datas e horários menos cobiçados é mais uma dica. Nos aeroportos, ele conta que usa salas VIP de cartões de crédito e economiza com refeições. Nas viagens, almoço e jantar são sagrados, mas em locais simples.
Thadeu informou que costuma ficar no centro das cidades, para facilitar o deslocamento, e anda de ônibus dentro delas, ou entre um lugar e outro. “Em relação à hospedagem, não busco conforto nem hotéis caros, eu gosto de albergues, porque é uma forma de conviver com pessoas, de fazer possíveis amizades. Também viajo com mala grande, despachada, mas com pouca bagagem”, frisou o viajante.

PERFIL
Luiz Thadeu Nunes e Silva é engenheiro agrônomo, escritor, palestrante e estudante do 5º período de Jornalismo. Viajar passou a ser uma meta de vida desde que sofreu um acidente de trânsito em julho de 2003, sendo que na época foi submetido a 43 cirurgias e ficou cinco anos sem caminhar.
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