Personagem feminina mais conhecida da história política do Maranhão, Roseana Sarney, hoje, presidente do MDB Estadual, está concorrendo a uma das 18 cadeiras disponíveis para compor a bancada maranhense na Câmara Federal a partir de 2023. Dona de um currículo invejável no quesito cargos eletivos, Roseana foi deputada, senadora e governadora por quatro mandatos, muitos dos quais, conquistados pela vontade popular, sem muito sacrifício.

Roseana Sarney: o tempo passou (Foto: Reprodução)
Como chefe do Executivo Estadual, a filha de José Sarney até hoje é rotulada como a responsável pelas principais obras de infraestrutura e mobilidade urbana da Ilha de São Luís. Basta enumerar as principais obras viárias existentes na capital maranhense: Viaduto do Trabalhador, Elevado da Cohama, Túnel da Cohab, Avenida Luís Eduardo Magalhães e a Via Expressa. Certamente, sem esses corredores, o trânsito de São Luís já teria entrado em colapso há anos.
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Seus sucessores, nem de longe fizeram algo parecido, nem na Ilha de São Luís e muito menos na malha viária do interior do Estado. No máximo as intermináveis operações tapa-buracos nas rodovias estaduais e só.
Mas o tempo passou, Roseana retirou o Sarney do “seu nome de guerra” e a “guerreira” já não esbanja tanta força e prestígio político assim. Aliás, no início do ano, a marca Roseana Sarney chegou a ser cogitada para concorrer ao governo do Maranhão pelo MDB e muitos analistas chegaram a apostar nessa possibilidade. Feitas as contas e os prós e contras, a “guerreira” preferiu manter seu nome no anonimato e saiu de cena, até que os mais fervorosos incentivadores desistissem do projeto.
Em seguida, Roseana decidiu colocar o seu nome como candidata ao legislativo com a missão de “puxar” outros postulantes ao cargo de deputado federal e estadual. Uma missão difícil para um nome que já não pesa tanto assim, sobretudo, por conta da carga emedebista, considerada uma legenda tradicional, que hoje vive de lembranças.
Deste modo, é sugestivo dizer que Roseana não será esse fenômeno de votos como alguns projetaram para as eleições que se avizinham. Pelo visto, a guerreira não será a locomotiva capaz de alavancar tantos votos assim para encher os vagões emperrados do velho trem chamado MDB.
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