As águas são profundas e as correntes marinhas têm força suficiente para arrastar qualquer tipo de embarcação, principalmente, as que não forem apropriadas para atravessar o mar. A rota aquaviária feita por viagens de ferryboats entre a Ponta da Madeira, em São Luís e o Cujupe, no município de Alcântara, devido sua fragilidade, é um dos assuntos mais discutidos na atualidade.

Ferryboat José Humberto pronto para travessias (Foto: Reprodução)
Nos desdobramentos deste assunto, estão itens como segurança, conforto, pontualidade, revolta, transtornos, manifestações, filas e incertezas, que passaram a fazer parte dos noticiários locais e nacionais. Acostumados com as cores verde e azul de antigas embarcações da ServiPorto e Internacional Marítima, usuários dos ferryboats, recentemente, passaram a desfrutar de uma “nova velha” embarcação.
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Trata-se da balsa fluvial José Humberto, de 35 anos, vinda do vizinho estado do Pará, onde foi “garibada” para virar ferry. Pintada nas cores da bandeira do Maranhão, o “velho Zé Humberto” entrou em operação, na base do “pega no trampo”. Tudo após vistoria feita pela Capitania dos Portos, que autorizou a embarcação trafegar mar afora, em fase experimental, com 50% de sua capacidade de carga e de lotação.

Embarque e desembarque no ferry Zé Humberto (Foto: Reprodução)
Há quem diga que o “novo ferry-velho-boat” já apresentou efeitos colaterais por conta de suas travessias marítimas. Mesmo assim, passageiros, caminhoneiros, vanzeiros e tripulantes seguem suas viagens, cheios de dilema, entre a Ponta da Madeira e o Cujupe, e vice-versa. Tanto é assim, que foi pedida, por recomendação do MPF, a interdição da tal embarcação.
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