O MAR DO MARANHÃO – Travessia marítima por ferryboat comprometida, lagoa secando e praias poluídas

Definitivamente, o mar não está para peixe no litoral maranhense, muito menos no governo, que no máximo, distribui pescado em forma de ação social para famílias em situação de vulnerabilidade. Isso porque, nos últimos dias, o estado dono da segunda maior costa litorânea do Brasil, tem sido palco de verdadeiras tormentas marítimas.

Aviso de área de praia imprópria para banho (Reprodução)

Pra início de conversa, estão caindo aos pedaços e cheias de gambiarras as embarcações que fazem a travessia entre a Ponta da Espera, em São Luís e o Cujupe, na Baixada Maranhense. Os ferryboats antigos e sucateados já não oferecem mais segurança, conforto e pontualidade aos seus milhares de usuários. Tanto é assim, que um deles, na semana passada, perdeu a rota, foi arrastado pela corrente marinha e encalhou numa área de mangue, em uma das ilhotas vizinhas ao tenebroso Boqueirão.

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Casa dos parafusos

Ferry encalhado em ilhota próximo ao Boqueirão

Recentemente, um fenômeno preocupante, que vem causando danos ambientais nunca antes vistos, “atingiu em seco” a Lagoa da Jansen, situada em área nobre de São Luís. Uma falha nas antigas e desprovidas de manutenção comportas,  que controlam o nível de água na laguna (tem ligação com o mar), causou um processo de secamento do espelho d’água e a consequente mortandade de peixes, provocando uma fedentina insuportável no entorno do conhecido cartão-postal da capital maranhense.

Por fim, laudos apresentados há poucos dias pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), atestam que todas as praias de São Luís estão impróprias para banho. O motivo seria o excesso de coliformes fecais que, sem nenhum tratamento, correm pelos riachos, cruzam as faixas de areia e desembocam no mar.

Lagoa da Jansen: secura e fedentina (Foto: Reprodução)

Enquanto isso, navios vindos de todas as partes do planeta, com suas duvidosas águas de lastro, seguem, enfileirados, rumo ao Complexo Portuário do Itaqui. É como se o litoral maranhense fosse um gigantesco estacionamento marítimo, onde o poder público é o flanelinha ou manobrista, mas que opera de forma limitada e com pouca perícia.

E tudo isso vem acontecendo entre o início, meio e fim da Semana do Meio Ambiente…

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MarcPeças Axixá

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