CAVACO VIROU FUZIL – Sem carnaval, carros alegóricos são substituídos por tanques de guerra

Pelo segundo ano seguido, o mundo não direciona seus olhares para o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. A última edição da maior festa profana do mundo aconteceu nestas capitais de estados brasileiros em fevereiro de 2020, ocasião em que turistas de todo o Planeta contribuíram para a proliferação da pandemia do novo coronavírus no gigantesco Brasil.

Carro alegórico em forma de tanque no carnaval paulistano (Foto Folha/Uol)

Agora em 2022, o adiamento dos desfiles carnavalescos carioca e paulistano para o mês de abril, até serviu de consolo para os adeptos das alegorias, adereços, fantasias e baterias. No entanto, às vésperas da tradicional batalha de gingados, gogó e enredos, em meio a cores, muito brilho e poucas vestimentas, disputada pelas escolas de samba, o mundo parou para acompanhar de perto e de forma preocupante, a invasão da Rússia na sua vizinha Ucrânia.

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Casa dos parafusos

E diante deste cenário de guerra, o barulho dos surdos, pandeiros, cuícas e tamborins foi trocado pelos estrondos provocados por mísseis. As baterias “nota 10” deram lugar às baterias antiaéreas e os carros alegóricos foram substituídos por tanques de guerra. As alas das baianas viraram tropas de jovens soldados, a comissão de frente foi trocada trocada por destemidos fuzileiros e a melodia do samba, agora precisa dar lugar ao grito de paz!

“Bandeira Branca, amor, eu peço paz!”…. ou ainda, “Paz e amor, paz e amor, guerra não senhor!!!”

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MarcPeças APAE Axixá

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