GRUPO DISSOLVENDO – Cada um por si e Dino por (quase) todos

Manter um grupo político integrado por um longo período não é tarefa fácil para nenhum líder. Que diga o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), que há quase uma década comanda, a duras penas, um conglomerado de apoiadores do seu governo, muitos dos quais pensam e agem em busca de interesses pessoais.

Governador Flávio Dino: auxiliares envolvidos, mas não comprometidos (Foto Reprodução)

Eleito governador em 2014 e reeleito em 2018, Dino, durante esse tempo, conquistou prestígio e o reconhecimento de boa parte da classe política, mas como não poderia deixar de ser, adquiriu desafetos, críticos e adversários em potencial. E não está sendo fácil a manutenção de tanta gente integrada à sua ideologia, principalmente, à medida em que as eleições majoritárias de 2022 se aproximam.

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Casa dos parafusos

Recentemente, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) pulou fora do “barco dinista” alegando falta de diálogo por parte do “poderoso chefão”. O mesmo deverá acontecer com o senador Weverton Rocha (PDT), caso o ex-comunista não o escolha como pré-candidato a governador do grupo. O próprio deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e aliado de todas as horas, tem colocado suas garras pra fora e peitando o ilustre morador do Palácio dos Leões.

Esse inevitável racha do grupo de Flávio Dino é também em decorrência da falta de sintonia entre seus mais chegados e por questões internas no estilo ciumeira, birras e batidas de frente nas ramificações aliadas. Mas vale dizer que esse desgaste é natural, em função do tempo decorrido e por causa de pensamentos diferenciados.

Somente para ilustrar, o deputado federal Rubens Pereira Junior (PCdoB), pra posar de bonzinho perante a opinião pública, diferente do que fez no 1° turno, se absteu de votar contra a PEC dos Precatórios, na noite de terça-feira passada. Flávio Dino não deve ter gostado nada da ausência do jovem camarada em Brasília, justamente num momento tão importante para ele. Já o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) não deslancha como pré-candidato à sucessão de Dino. Bicudo como um tucano, Brandão “só pensa em abril” e parece que ainda “não se abriu” para o diálogo com aliados pelo interlan maranhense.

De um outro lado, o secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo vive às voltas com o seu projeto pessoal de ser candidato a govenador no ano que vem e, de quebra, ainda vem se auto promovendo com uma robusta campanha publicitária sem pé, nem cabeça, por meio de dezenas de outdoors espalhados por São Luís. A descabida propaganda sobre a falta de ação pelo novo Plano Diretor da capital maranhense não é da ossada do suplente de deputado federal Simplício, que mal consegue gerir uma pasta voltada para um setor que agoniza no Maranhão. O Distrito Industrial de São Luís que o diga…

Até mesmo o secretário de Educação, o boa praça Felipe Camarão, quebrou um pouco da obediência para com o seu patrão e já disse que é pré-candidato a governador em 2022 pelo PT. Inclui-se nessa desordem, o “secretário-deputado-pintor” Márcio Jerry (PCdoB), que vem usando a Secretaria das Cidades para “colorir” prédios residenciais e praças, visando tão somente transformar em aquarela a sua trajetória rumo a uma difícil reeleição.

Soma-se a tantos desmantelos, órgãos estatais que não funcionam bem e em nada contribuem com a imagem do governador Flávio Dino. Entre essas espinhosas repartições estão a Caema, que não fornece água para a população, muito menos cuida do esgotamento sanitário; o burocrático Detran, que não facilita em nada a vida de seus usuários; e a agência MOB que de mobilidade não tem nada e ainda sofre de uma  comorbidade crônica. Parece até que o governo estadual está em meio a um mar revolto, onde muitos estão na base do “salve-se quem puder” e no estilo “cada um por si e Dino por (quase) todos!”

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MarcPeças Axixá

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