Desde meados do mês de março, diversas medidas foram tomadas pelo Governo do Maranhão para evitar aglomerações, numa tentativa de conter a evolução do número de casos do coronavírus no Estado. A campanha “fique em casa”; suspensão das aulas presenciais; fechamento do comércio e de serviços não essenciais; bloqueio em praias e barreiras em rodovias; uso obrigatório de máscaras e disponibilidades de álcool em gel, foram algumas dessas medidas.
Soma-se a tudo isso, adequações de casas de saúde para tratar exclusivamente da covid-19 e a implantação de hospitais de campanha na capital e em regiões do interior do Estado, chegando até ao lockdown na Ilha de São Luís. Com o passar do tempo, vieram algumas flexibilizações como a abertura do comércio, realização de pequenos eventos culturais, esportivos e religiosos, entre outras liberações…
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O Maranhão seguia “bem na foto” até chegar o periodo das convenções partidárias e da campanha política eleitoral que segue de forma desenfreada Estado afora. Foram e estão sendo inevitáveis as aglomerações de pessoas nesses eventos políticos. Por coincidência, desde então, o Maranhão passou a registrar mais casos positivos de coronavírus e, infelizmente, segue numa linha reta e constante de óbitos em decorrência da covid-19.
O boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde neste sábado (11), mostra mais onze mortes pela doença nas ultimas 24 horas, o que já somam 3.860 vidas perdidas. O total de casos de coronavírus no Maranhão já chega a quase 180 mil. Mesmo assim, a campanha eleitoral segue descontroloda e “desfiscalizada” na Ilha e no interior maranhense e não deve parar. Um péssimo exemplo de protolocos sanitários.
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