Eleito de fato em 2022, o governador Carlos Brandão conhece bem os percalços que enfrentou durante pelo menos sete anos na “função” de vice-governador, em um período em que o Maranhão era comandado por comunistas. Brandão também sabe que, caso venha a renunciar ao cargo em abril para disputar uma das cadeiras do Senado Federal, não contará com a mesma força política, tampouco com o peso da chamada “caneta governamental”.

Governador Carlos Brandão com o secretário Orleans Brandão (Foto: Reprodução)
Escaldado, como um legítimo filho do sertão maranhense, Carlos Brandão tem ciência e consciência de que, a partir daí, não exercerá mais influência direta sobre os destinos do Executivo estadual. Dessa forma, a única maneira de manter sua liderança política no Maranhão será eleger alguém de sua inteira confiança para substituí-lo.
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Nesse contexto, torna-se natural a defesa da pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, que, embora ainda não tenha sido testado nas urnas, demonstra perfil de interlocutor e gestor proativo. Assim, nada mais coerente do que Brandão buscar um sucessor que, em linhas gerais, reúna a chamada “máxima CCC”: confiança, compromisso e continuidade.
Até porque Carlos Brandão dificilmente terá outra oportunidade como essa deste ano de 2026.
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