REDES SOCIAIS – Camarão fala de “coronelismo eletrônico”, ataca mídia por tabela e esquece que no passado usou o “camaronismo digital”

Uma das coisas mais fascinantes da Internet, na chamada era digital, são a velocidade e a forma instantânea como a notícia chega ao destinatário. As redes sociais e os sites de notícias com suas plataformas conseguem, como nunca, a interação de uma notícia atual e ainda, com em um toque mágico, resgatar um episódio que foi conteúdo informativo no passado.

Felipe Camarão nas redes sociais

Pois bem! Nesta terça-feira (16), o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão usou suas redes sociais para falar de “coronelismo eletrônico” num paradoxo com o “coronelismo analógico”, o qual ele chama de “velho problema brasileiro, que ganhou nova roupagem nessa era digital”. Só que em vez de enfatizar o sistema de domínio da vontade popular em todo Brasil, Camarão direcionou o uso e abuso do coronelismo, exclusivamente para o Maranhão.

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Casa dos parafusos

A finalidade do vice-governador e ainda pré-candidato ao governo, Felipe Camarão (PT) seria direcionar, nas entrelinhas, o controle do atual “coronelismo eletrônico 2.0” (chamado por ele de terceira fase), para o grupo do governador Carlos Brandão. Camarão disse que por meio dessa prática, quem controla o fluxo de informação, controla boa parte do debate político, e que a diferença está no fato de antes, o controle era feito nas emissoras de rádio e televisão, e agora é praticado, através de blogs locais, sites de notícias e portais de fachada, rotulados pelo petista como “máquinas produtoras de desinformação”.

No mesmo vídeo, Felipe Camarão diz que esses canais de notícias também divulgam campanhas difamatórias, pesquisas manipuladas de votos, entre outras distorções. Para o petista, robôs e perfis falsos também são utilizados no engajamento artificial para gerar o tal “voto de cabresto” e fomentar a indústria da fake news bancada pelo poder.

Recorte de conteúdo publicado no jornal Folha de S.Paulo

Recorte de conteúdo publicado no jornal Folha de S Paulo

CONTRATO PUBLICITÁRIO NA PANDEMIA – Como dito acima, a Internet é fascinante justamente por sua agilidade. No ano de 2021, em plena pandemia da Covid-19, o jornal Folha de S.Paulo divulgou que o então secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, na ocasião, pré-candidato a deputado federal, estaria buscando a reaproximação do governo estadual com o grupo Sarney.

Na época não estava descartado um milionário contrato de publicidade com o Grupo Mirante, envolvendo duas retrasmissoras do interior do estado. Uma espécie de convênio visando levar o ensino público por meio de “teleaulas” com conteúdos destinados às atividades de educação, ciência, tecnologia, inovações, cidadania, e saúde em razão da pandemia da Covid-19.

Seria, portanto, os insumos para fomentar o ressurgimento do “coronelismo dos Sarney”, numa mudança de analógico para digital, pois envolveria o grupo midiático, que por décadas, serviu de “fonte de informação e formação” para transformar telespectadores em eleitores em potencial.

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MarcPeças Axixá

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