CAUSA NOBRE – Painel na Câmara de São Luís debate construção do Hospital Oncológico da Criança

A Câmara de São Luís promoveu na manhã desta quarta-feira, 08, um painel para debater a construção do Hospital Oncológico da Criança. O evento foi uma proposição do vereador Cléber Verde Filho (MDB).

Foto: Fabrício Cunha

Durante a apresentação foram ouvidos o vice-presidente da Fundação Antônio Jorge Dino, Antônio Dino, e dois profissionais da área, o Dr. Francisco Marques e o Dr. César Casagrande.

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Casa dos parafusos

Estatísticas

O Dr. Francisco Marques, diretor clínico do Hospital Aldenora Belo, apresentou um panorama do atendimento oncopediátrico no estado, que hoje é feito pelo Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). O Centro é o único habilitado, desde 2017, para o tratamento em crianças no Maranhão.

Os dados foram apresentados em comparação com a cidade de Belém, considerando a similaridade na densidade populacional e renda per capita das duas capitais. São Luís possui 23 leitos contra 89 leitos na capital paraense. Em relação às consultas são 219 atendimentos contra 800. Além disso, o município ludovicense oferta apenas 94 sessões de quimioterapia mensais contra 284.

Diagnóstico

Já o oncopediatra César Casagrande destacou que a primeira causa de morte entre crianças e adolescentes, excetuadas causas externas, é o câncer. No entanto, reforçou a importância do diagnóstico precoce o que reflete em altas taxas de cura.

“O câncer infantil não é uma sentença de morte […] quanto mais cedo descoberto, maiores as chances de cura. Diariamente, enfrentamos problemas que limitam um bom atendimento, mesmo com o apoio dos gestores”, disse.

Foto: Fabrício Cunha

Orçamento

Segundo Antônio Dino, o Hospital Aldenora Bello já possui uma estrutura pronta para receber as instalações do futuro Hospital Oncológico da Criança. De acordo com o gestor são necessários, inicialmente, 20 milhões para requalificação do espaço.

Antônio Dino mencionou que são esperados 280 casos anuais, entre 2023 e 2025, no estado. Com a capacidade atual do Cacon, apenas 125 novos casos devem ser atendidos por ano. “A ideia é sair de 28 leitos para 61, 50 de internação, 10 de UTI e 1 de isolamento. Essa a importância da Câmara abraçar essa causa e levar tratamento a todas as pessoas”, apelou.

Repercussão

O tema sensibilizou o Plenário Simão Estácio da Silveira. Após as apresentações vários parlamentares sinalizaram favoráveis à destinação de suas emendas da saúde como os vereadores Marquinhos (União Brasil), Astro de Ogum (PCdoB), e o próprio Cléber V. Filho que anunciou destinação total do recurso.

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MarcPeças Axixá

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