Na sessão desta segunda-feira (24) da Câmara Municipal de São Luís, o vereador Marquinhos (União) fez um pronunciamento contundente traçando um paralelo sobre o que classificou como a lamentável politização da Justiça brasileira e a crescente restrição de liberdades no país. Segundo o parlamentar, decisões unilaterais do Supremo Tribunal Federal (STF) têm limitado direitos fundamentais, como a liberdade de expressão.

Vereador Marquinhos – União Brasil
O discurso do vereador teve como foco a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que condenou a cabelereira Débora Rodrigues a 14 anos de prisão. Ela ficou conhecida por pichar (com batom) a estátua em frente ao STF com a frase “perdeu, mané”, originalmente dita pelo ministro Luís Roberto Barroso.
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Para Marquinhos, a pena é desproporcional e mais severa do que a imposta para crimes violentos. “Esse é um caso emblemático que levanta a discussão sobre a severidade das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Demonstra claramente os excessos do STF”, afirmou.
O vereador criticou o que considera um desequilíbrio na Justiça brasileira. “Não faz sentido uma condenação de 14 anos por escrever com batom em uma estátua, enquanto criminosos perigosos cumprem penas reduzidas”, declarou.
Marquinhos também criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes. “Ele rasga a Constituição com decisões politizadas. É vergonhoso ver que traficantes e estupradores e verdadeiros criminosos mal cumprem suas penas pela ‘flexibilidade’ da justiça, enquanto uma mãe que escreveu de batom em uma estátua é condenada a 14 anos. Crianças estão crescendo longe dos pais, presos injustamente”, declarou o parlamentar.
O discurso de Marquinhos reforça o debate sobre a atuação do STF e a aplicação de penas, em um momento de crescente polarização política no Brasil.
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