Programado para ser o maior São João do Mundo, o festejo junino de 2023, promovido pelo governo do Maranhão, pelo visto também vai ser o mais caro do planeta, aos olhos e bolso dos frequentadores da festança. Aberto ao público no domingo (4), com decoração impecável, atrações de ponta, presença de autoridades e grande público, o Arraial do Ipem começou ganhando muitas críticas, em função da carestia dos produtos (comidas e bebidas) oferecidos no local.

Pórtico de acesso ao Arraial do Ipem (Foto/Reprodução)
Nos cardápios das barracas, uma garrafa de água mineral com 500ml, por exemplo, custa R$ 5,00 e uma latinha de refrigerante 350ml não sai por menos de sete reais. Pequenas porções de pratos típicos oferecidos pelos barraqueiros no arraial, que é um luxo só, além de salgadas no preço, são de causar indigestão no bolso do consumidor.
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Vale lembrar que o Arraial do Ipem, mesmo tendo como endereço o nobre bairro do Calhau, está instalado no Clube do Servidor Estadual, o que parece não ter sido levado em consideração. Outra situação abusiva que está assustando frequentadores do espaço junino é o preço cobrado pelos flanelinhas por uma vaga para estacionar um veículo nas imediações do arraial.
Vale lembrar que os organizadores do evento, cujo período de funcionamento se estenderá até o mês de julho, instalaram na área do Arraial do Ipem alguns órgãos estatais. Além da força de segurança e algumas secretarias, um estúdio da Rádio Timbira opera ao vivo no local, fazendo transmissão de entrevistas e divulgando as atrações, ações que merecem aplausos.

Cardápio com preços elevados (Foto: Reprodução/O Informante)
Portanto, é de bom alvitre que também seja instalada uma unidade do Procon-MA no recinto, pois será de grande utilidade, diante de tantos sustos que passam os consumidores, inclusive pagando R$ 10,00 por um copo de 300ml de “chá de burro”.
Com carestia desse jeito, o boi não dança ou na melhor das hipóteses, acaba perdendo o rebolado.
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