A disputa pela presidência da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) não é apenas um confronto entre o atual titular da entidade, Erlânio Xavier e o prefeito de Caxias, Fábio Gentil. Por trás deste embate estão dois pesos pesados da política maranhense, no caso o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), ambos postulantes a disputar em 2022 a sucessão do governador Flávio Dino.
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Carlos Brandão e Weverton Rocha; prova de fogo na disputa pela Famem (Foto Reprodução)
Carlos Brandão, que está como governador em exercício, quer eleger Fábio Gentil como presidente da Famem, por meio da chapa ‘Zé Gentil: ‘Municipalização para Todos’. Tanto é assim, que transformou o Palácio dos Leões em uma espécie de QG de campanha e, em busca de votos, vem diariamente ciceroneando prefeitos e prometendo o que talvez não possa cumprir.
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Muito bem articulado politicamente, Weverton Rocha, por sua vez, defende a permanência do seu afilhado e prefeito de Igarapé Grande, Erlânio, à frente da Famem, por meio da chapa “Salvio Dino – Municipalismo na prática”. Anunciando benefícios aos gestores municipais, via Governo Federal, a sua estratégia, talvez não tenha tanto fundamento assim, visto que existe em seu caminho um outro Rocha que pode bloquear sua passagem em Brasília.
A eleição na Famem será realizada na próxima quinta-feira, dia 14 e pelo visto, ainda não tem nada definido, mas quem sair vencedor nessa disputa, ficará fortalecido para 2022. Os dois “governadoráveis” sabem que, quem faz a diferença nas eleições majoritárias são os prefeitos sintonizados com vereadores e seus munícipes.
Assim, sugere-se que uma vitória na Famem agora, além de comprovar força política no Maranhão, pode ser o anúncio de uma liberdade futura sobre uma suposta “dinastia” (termo figurativo). Como está escrito em latim na bandeira mineira, ‘Libertas quae sera tamen‘ ou “Liberdade ainda que tardia”.
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