A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) do Rio anunciou nesta segunda-feira (3) que a Imperatriz Leopoldinense não será rebaixada, apesar de ter ficado na 13ª posição no carnaval de 2019.
A decisão foi tomada em plenária do Grupo Especial. A proposta da “virada de mesa” foi apresentada no fim da reunião que debateu o orçamento para o carnaval de 2020. Cinco agremiações foram contra a manutenção da Imperatriz no Grupo Especial, mas foram vencidas pelas outras oito.
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Desfile da Imperatriz Leopoldinense no carnaval de 2019 — Foto: Rodrigo Gorosito/G1
Depois de tomada a decisão, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, pediu afastamento do cargo por não concordar com a medida. Castanheira afirmou, ainda, que existe a possibilidade de todos os nove diretores deixarem a liga.
“Foi votado. Oito escolas votaram a favor da permanência da Imperatriz. A minha sugestão era de que se fizesse alguma coisa no futuro, no regulamento de 2020. Não foi aceito. Oito escolas votaram a favor e cinco contra a decisão. Eu declarei, em plenário, pedi que estou me afastando da Liga porque não concordo com essa situação de maneira alguma”, completou Castanheira.
Jorge Castanheira disse que vai iniciar os trabalhos de transição do cargo. Ele citou ainda um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que foi firmado com o Ministério Público do Rio. O acordo previa multa de R$ 750 mil em uma possível virada de mesa no carnaval de 2019.
“Eu vou tomar a medida de dar sequência para uma transição porque eu fiz um termo de ajustamento com o Ministério Público. Tem a nossa palavra, a nossa honra e eu não posso voltar atrás nesse sentido. As escolas tomaram essa decisão e eu estou fora”, afirmou Castanheira. (Com informações do Portal G1)
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